História

2023

Marina, Betinho e Xamã, numa conversa de boteco no Beco do Matman, num final de balada, cogitaram montar uma banda. Papo de bêbado? De gente cansada? Nada disso! Quis o universo que aquele encontro fosse uma semente a ser germinada por muito tempo pela frente.

Na sequência, o amigo Xamã não pode participar mas Marina e Betinho continuaram com a ideia. Juntos, começaram a ensaiar algumas músicas autorais do Betinho e a procurar alguém para ocupar a terceira vaga no trio.

Marina adotou o nome artístico “Marinosa” e Betinho o nome “Kamba Kawara”. A afinidade artística entre os dois foi geranando ideias de teatralidade no palco – ela com traços indígenas, ele com traços africanos – e ideias originais de sonoridade – uso de instrumentos de percussão africanos, trompete, violino e outros. Assim, dali em diante, a dupla foi definindo a Direção Artística da banda.

Betinho e Marina

Edson Gomide

Em determinado momento, o terceiro posto da banda foi preenchido pelo Edson Gomide, um conhecido professor de música e exímio no violão erudito e baixo. Aos poucos, a banda foi descobrindo que o formato TRIO funcionava bem.

Na dinâmida do grupo, Marinosa e Kamba Kawara traziam as ideias, Edson Gomide colocava o seu “tempero” e, desta maneira, o trio foi se consolidando.

Edson Gomide trouxe algumas composições próprias, que a banda dava espaço para serem mostradas em um bloco intermediário do show, mas, principalmente, assumiu a posição de arranjador, além de tocar violão e baixo na maioria das músicas.


Nos palcos, Marinosa, Kamba Kawara e Edson Gomide começaram a criar um espetáculo com foco em performance, trajes e maquiagens étnicas, alta rotação de instrumentos no palco e um repertório com combinações de estilo bastante inusitados.

Nesta fase, Marinosa cantava a maior parte das músicas, tocando violão e pandeiro. Aos poucos foi também tocando baixo e cajon, quando Kamba Kawara ou o Edson Gomide iam para o violão.

Kamba Kawara trazia seus vários instrumentos de percussão, tocava trompete e violino, e também cantava no microfone principal, empunhando o violão. De início, tornou-se o letrista da banda. Sua experência no Teatro e bandas anteriores lhe dava muita liberdade performática.

Ser um trio no palco e com alta rotatividade de instrumentos, foi desafiador. Aos poucos, a comunicação através de olhares foi se estabelecendo e Marinosa foi assumindo um papel de Direção de Palco, coordenando a dinâmica do espetáculo.

Formação Original

Leonardo Silvério

Leonardo Silvério entrou na banda sorrateiramente, assumindo inicialmente um papel de registro do som e imagem. As edições de video, pensando na promoção da Zum de Mapuí nas redes sociais, foram naturalmente ficando sob sua responsabilidade.

Sua experiência como artista de palco (teatro, ilusionismo e música) e engenharia eletrônica é usada pela banda como um apoio durante os shows e na criação do espetáculo. É o quarto elemento da Zum de Mapuí.


Thiago Dória é um convidado recorrente nos shows da banda Zum de Mapuí, desde o seu início. É um baterista com Síndrome de Down muito talentoso. Os ensaios e performances com ele sempre foram muito divertidos. Não contem para ninguém mas, muitas vezes, o Thiago é o musico mais concentrado no palco!

A presença dele simboliza uma das ideias mais viscerais da banda, que é a da inclusão. Além dele, já passaram pelos palcos da Zum de Mapuí diversos outros artistas, cada um com suas características únicas. Não estamos falando aqui de síndromes ou diagnósticos, mas de diferenças. Algumas diferenças são mais desafiadoras e podem requerer uma criatividade maior na adaptação. Por exemplo, como incluir um instrumento exótico nas músicas conhecidas? Ou como incluir uma performace de dança no show? O termo inclusão, no nosso entendimento, refere-se a um trabalho criativo de adaptação, para que as novas peças encontrem o seu encaixe. Adoramos fazer isso!

Thiago Dória

2024:

Dani Galeano

Dani Galeano é um baixista e bateirista virtuoso, além de também tocar guitarra e outros instrumentos de percussão. Com sua marcante banda Rooseverbo e o Sarau do Caos, ele já havia tocado em eventos anteriores com a Zum de Mapuí.

Fã declarado da Zum de Mapuí, Dani aceitou o convite para integrar o elenco quando Edson Gomide saiu da banda. O Dani é o mais novo integrante do trio no palco e vem, cada vez mais, firmando o seu espaço tanto do ponto de vista de performance quanto do ponto de vista criativo e artístico.


Esta é a formação atual da Zum de Mapuí nos palcos. A banda tem se apresentado nas casas de shows de São Paulo e prepara sua turnê para fora da cidade. Seu nome está se consolidando cada vez mais como uma das bandas mais interessantes do cenário atual.

O clima está bastante animador, com gravações em estúdio, filmagem de videoclipes e a preparação de novas músicas autorais.

Formação atual da Zum de Mapuí